
Os pais brasileiros são os menos participativos na rotina escolar, parte desse desinteresse se deve à baixa escolaridade de uma enorme parcela dos pais, que não permaneceu na escola tempo suficiente para aprender a ler, tampouco para consolidar o hábito do estudo de modo a passá-lo adiante.
Isso também ocorre nas classes mais abastadas, uma ds razões remete ao fato de a educação no Brasil ainda não ser vista como artigo prioritário.
A educação aparece em 5o. lugar entre as maiores preocupações dos brasileiros. Vem atrás de estabilidade no emprego, equilibrio entre o trabalho e lazer, pagamento de dívidas e a economia do país.
Outra visão que predomina é a de que a escola deve se encarregar sozinha do processo educativo (terceirizar responsabilidades).Nos anos 60 com o advento dos movimentos estudantis e da Contracultura, inicia-se no Brasil forte processo de contestação à noção de hierarquia, na relação entre pais e filhos, o conceito de liberdade passou a ser confundido com permisividade.
Segundo a educadora Tânia Zagury, autora do livro "Escola sem Conflito: Parceria com os Pais", a inabilidade da família em estabelecer limites em casa faz com que deleguem à escola tarefas que deveriam ser delas também."
Um estudo da Fundação Getúlio Vargas mostra que os efeitos da presença dos pais na vida escolar, ainda que mínima fazem notar por toda a vida adulta.
Eu como educadora , que sempre fui e continuo sendo, sinto falta dessa participação dos pais na vida escolar do filho.
Os pais, só comparecem quando convocados ou quando estão para perder algum benefício governamental.
Muitas vezes essa ausência deve-se muito ao fato de que os mesmos estão muito preocupados com o ter e menos com o ser. É o mundo da globalização.
E você participa da vida escolar de seu filho? Ou deixá-o lá, como se fosse um objeto que deixa num armário, antes de ir trabalhar?
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